quarta-feira, 29 de abril de 2009

Embalagens para Chocolate

As embalagens têm como função despertar o interesse do consumidor. Se a qualidade do
produto atender às expectativas geradas pela aparência da embalagem, o consumidor
repetirá a compra do produto.Além de proteger durante o manuseio,estocagem e
distribuição do produto, determinando-lhe a vida útil e atender aos requisitos da linha de
empacotamento (unidades/min).
A embalagem para chocolate, de modo geral, deve atender aos seguintes requisitos de
proteção:
Ser barreira ao vapor d água, à passagem de luz e à permeação de componentes do
aroma do produto e de aromas estranhos oriundos do ambiente de estocagem.
Atender à legislação vigente com relação aos aspectos toxicológicos advindos da
migração de componentes do material de embalagem para o produto.
Suportar as solicitações mecânicas do sistema de transporte e distribuição.
Resistir ao ataque de insetos e roedores.
O segmento de embalagens para chocolate é composto por diversos tipos e formatos.
Algumas soluções em embalagem para a linha de chocolates:
Flow-wrap com revestimento em cold seal/ BOPP
As embalagens empregadas no mercado nacional para o acondicionamento de barras de
chocolate de 30g e 100g são normalmente compostas de estrutura de polipropileno
biorientado (BOPP) com sistema de selagem à frio, que se constitui no que há de mais
avançado no mercado mundial. Este sistema de selagem é o ideal para produtos sensíveis
ao calor, além do que proporciona ganhos de velocidade no acondicionante.
O sistema de selagem a frio diminui as perdas do produto e aumenta a velocidade em até 4
vezes podendo chegar a uma velocidade de acondicionamento de 600 a 1000 tabletes por
minuto nas linhas de empacotamento para máquinas horizontais do tipo flow pack.
Além disso, este sistema oferece condições de entrar em contato direto com alimentos,
podendo ser aplicado na área total da embalagem ou através de registro com a impressão.
Para barras de chocolate de tamanhos maiores são empregados normalmente envoltórios
internos em alumínio termosselado, que confere proteção ao produto com acabamento
externo de papel.
Os filmes utilizados no Brasil para a comercialização de chocolates do tipo bombom em
embalagem com fechamento tipo torção são basicamente polipropileno torção (PPT) e
BOPP torção.

O filme de celulose regenerada é denominado genericamente por celofane. O celofane é
obtido a partir da celulose e, por não ser plástico, não amolece ou funde durante a secagem
de tintas ou vernizes ou mesmo na aplicação de calor para selagem.
No processo de fabricação do celofane utilizam-se mono e dietileno glicol como aditivos
para a retenção da umidade, mantendo-se assim, as características ideais do celofane.
Entretanto, tais aditivos podem migrar para o produto, o que pode acarretar problemas
toxicológicos. Sendo assim, a Comunidade Econômica Européia estabeleceu como limite de
migração específica, para somatória desses aditivos, 50 mg/kg.
O celofane, de modo geral, tem alta transpar6encia, elevada resist6encia à tração e ao
estouro, apresenta boa barreira a óleos e aromas, porém reduzida barreira ao vapor dágua.
Também apresenta boa barreira a gases, diminui à medida que o material se umidifica.
A fim de melhorar as propriedades de barreira do celofane e torná-lo termosselável,
costuma-se aplicar no material diferentes tipos de revestimentos. O revestimento pode ser
aplicado em um ou ambos os lados do filme e os mais utilizados são:
Nitrocelulose : melhora as propriedades de barreira ao vapor dágua, confere à superfície
característica hidrorepelente e, conseqüentemente, melhora a estabilidade dimensional do
filme;
PVDC (policloreto de vinilideno) melhora as propriedades de barreira a gases e ao vapor
de água e permite a termossoldagem do material;
Termoselante : permite a termossoldagem do material
A barreira ao vapor d água, gases e aromas fica muito comprometida nas embalagens com
sistema torção, devido à falta de hermeticidade do fechamento.
Para conferir maior proteção ao produto quanto à umidade e ao oxigênio, alguns chocolates
são envoltos por folhas de alumínio. Como exemplo, pode-se citar as embalagens para
bombons com wafle no recheio que são compostas por um envoltório interno em alumínio,
moldado no formato de bombom e estrutura em BOPP torção, com vantagens de custo e
qualidade sobre o celofane, além de apresentar características de brilho, proteção e
fechamento superiores.
Outras alternativas de embalagem torção são os filmes de BOPP laminados à folha de
alumínio. Neste caso, o alumínio deve revestir aproximadamente 50% da área da
embalagem, ou seja, toda a superfície do filme de BOPP que ficar em contato com o
chocolate .
Envoltório interno em alumínio puro ou com verniz termosselante
O alumínio é um metal atóxico e seguro para ser utilizado em contato com chocolates, balas
e derivados. No acondicionamento desses produtos, o alumínio é utilizado na forma de
folhas de 7 a 15 mm de espessura. Pode estar em contato direto com o produto,
envolvendo-o, ou pode estar combinado a outros materiais em estruturas laminadas ou
quando recebe revestimentos para termossoldagem.
O alumínio é barreira à luz, protegendo os produtos de foto oxidação ou de reações de
degradação aceleradas pela luz.
As permeabilidades a gases, vapor dágua, aroma e a resistência à permeação de gorduras
da folha de alumínio estão associadas à quantidade de microfuros na superfície do material.
Quanto mais fina for a folha de alumínio, maior o número de microfuros por área de material
e, portanto, mais altas as taxas de permeabilidade a gases e vapores e menor a resistência
à permeação de gorduras.
Outra maneira de combinar o alumínio às embalagens plásticas é através da metalização de
filmes. Nesse processo, o alumínio é aquecido sob vácuo, passando do estado sólido para
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vapor e condensa sobre a superfície do filme plástico, formando uma camada que pode se
densa ou porosa , dependendo do ajuste dos parâmetros do processo de metalização.
Quanto mais densa e homogênea for a camada de alumínio depositada sobre o filme,
melhor serão suas características de barreira. Se a camada de metalização for muito fina
e/ou porosa, o material terá apenas boas características estéticas, associadas ao brilho
prateado da superfície metálica.
Os filmes plásticos podem ser metalizados externa ou internamente, dependendo da
aplicação. Quando aplicada internamente, a metalização fica protegida da abrasão. Quando
aplicada sobre superfícies impressas pode ter problemas de adesão e de descontinuidade
da camada, com conseqüente comprometimento das propriedades de barreira.
O filme plástico a ser metalizado deve ser dimensionalmente estável, inerte e apresentar
características de superfície que permitam boa adesão do metal. Para o mercado de
chocolates, balas e derivados podem ser metalizados os seguintes substratos: OPET,
BOPP, PVC, celofane e papel.
A utilização de filmes metalizados nas embalagens, deve-se principalmente, a requisitos de
proteção dos produtos contra a umidade, oxigênio e luz. No caso de ovos de Páscoa e de
alguns outros produtos tem importante função estética.
Envoltório externo em papel
As embalagens de papel, cartão e papelão ondulado são representadas pelos invólucros e
ainda como substratos de estruturas laminadas. O cartão é empregado principalmente na
confecção de cartuchos e displays. As caixas de papelão ondulado são utilizadas como
embalagens de transporte e distribuição, também sendo crescente no exterior seu uso como
displays nos pontos de venda.
As embalagens de papel são utilizadas principalmente como invólucros ou como substrato
de estruturas laminadas no acondicionamento de chocolates, balas e derivados. Quando
utilizado como invólucro proporciona excelente superfície de impressão, favorecendo o
apelo visual e é de fácil colagem.
Dependendo do processo de refino e tratamento superficial, o papel adquire barreira a óleos
e gorduras, sendo indicado como invólucro de produtos gordurosos.
Quando utilizado como substrato ele incorpora
uma embalagem, dando característica de
rigidez que não seria possível com outro substrato.
Os papéis empregados no acondicionamento de chocolates, balas e derivados são, na sua
grande maioria, papéis especiais fabricados com pasta química branqueada, geralmente de
fibra curta, ou, em alguns casos, quando se exige maior resistência mecânica do material,
uma mistura de fibras curtas e longas.
Apesar de não possuir propriedades de barreira ao vapor dágua, é facilmente laminado a
outros materiais adquirindo essa propriedade.
Dentre os tipos de papéis mais utilizados em embalagens de chocolates, balas e derivados,
pode-se citar:
Papel kraft branco : Pode ser laminado com alumínio, recoberto com parafina ou hot melt.
É utilizado como invólucro de chocolates, balas e derivados.
Papel monolúcudo: Semelhante ao papel Kraft, entretanto, com menor resistência
mecânica, sendo fabricado com 100% de fibras curtas. É caracterizado por possuir brilho
em uma das faces, obtido diretamente nas máquinas de papel, dotadas de cilindro
monolúcido.
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É bastante empregado em estruturas de alumínio, para o acondicionamento de chocolates,
balas e derivados, podendo ser parafinado ou não.
O papel monolúcido pode receber apenas um revestimento de parafina, cuja função é
conferir à estrutura de barreira ao vapor dágua e impedir a aderência produto/papel. A
parafina pode ser substituída por hot melt que proporciona maior facilidade de colagem e
melhor flexibilidade a estrutura, não ocorrendo rachaduras nas dobras e vincos como no
caso da parafina.
Embalagem multipack
Nestes tipos de embalagens são utilizados filmes:
1. BOPP coextrusados termosseláveis ou com revestimento interno para selagem a frio ou a
quente, com espessura variando entre 20 a 45 mm;
2. Filmes laminados de BOPP/PEBD para selagem a quente.
3. Estruturas de OPET/PEBD são utilizadas em sacos de bombom e goma de mascar.
4. Celofane (35 g/m2) /PEBD (20-25 mm) . É importante que o celofane seja revestido com
nitrocelulose
5. Filmes simples de PP (50 mm) ou PEBD (60 mm) para multi-pack tipo saco.
No caso de alguns tipos de bombons, cuja apresentação em sacos não tem grande apelo
mercadológico, são utilizadas bandejas de OS, PP ou PVC, que definem melhor a forma do
produto dentro do saco envoltório, valorizando a aparência.
As bandejas de PVC são utilizadas quando se deseja alta transparência na embalagem
multi-pack para visualização do produto. No caso de tabletes, muitas vezes se utiliza um
suporte de cartão no interior da embalagem secundária. Esse cartão pode ser impresso
quando se utiliza embalagem multi-pack transparente ou para fins promocionais.
envoltórios impressos em alumínio para ovos de páscoa
stand-up pounches para confeitos

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